Comparação honesta

Webnode ou Wix: qual escolher para o site do teu negócio?

Se estás a escolher entre o Webnode e o Wix para pôr o teu negócio online, a pergunta por trás é quase sempre a mesma: dá para fazer isto sozinho e poupar o dinheiro de mandar fazer? Dá. A questão é quanto tempo e quanto dinheiro é que isso custa mesmo — e isso só se percebe ao fim de dois anos, não na semana em que te inscreves.

O Webnode é bom?

É bom naquilo a que se propõe. É das plataformas mais simples que existem para pôr uma página no ar num fim de semana, está em português e não te obriga a perceber nada de tecnologia. Se o que precisas é de um cartão de visita online — quem és, o que fazes, onde ficas e um contacto — o Webnode resolve isso sem drama nenhum.

Onde fica curto é a partir daí. A margem de personalização é pequena e os modelos são reconhecíveis à distância: quem vê muitos sites percebe em três segundos qual é a plataforma por trás. Para um hobby ou um projeto pessoal não faz diferença. Para um negócio que quer parecer sério ao lado da concorrência, faz.

E o Wix?

O Wix é quase o oposto. Dá-te liberdade para arrastar cada elemento para onde quiseres, tem muitas mais funcionalidades e inclui loja online. Isso é uma vantagem real e é também uma armadilha: liberdade total sem olho treinado costuma dar páginas desalinhadas, lentas e que ficam estranhas no telemóvel — e é no telemóvel que a maior parte dos teus clientes vai abrir o site.

Há ainda um custo que nunca aparece em fatura nenhuma: o teu tempo. Entre aprender a ferramenta, escolher modelo, escrever os textos, tratar das fotografias e perceber porque é que aquilo fica torto no telefone, um dono de negócio gasta facilmente vários fins de semana. Fins de semana que não passaste a trabalhar nem a descansar.

A conta ao fim de dois anos

Nenhuma das duas é grátis para um negócio a sério. Grátis significa publicidade da plataforma no teu site e um endereço com o nome dela pelo meio — o que, para quem quer ser levado a sério, é pior do que não ter site nenhum. Para teres o teu próprio domínio e tirares a publicidade, precisas de um plano pago, cobrado ao ano.

E há um detalhe que quase ninguém olha na altura de decidir: o valor que aparece em destaque é o do primeiro ano, com promoção. A renovação costuma ser mais cara. Antes de escolheres, procura o preço de renovação e multiplica-o pelos anos que esperas ter o negócio aberto.

Não vale a pena pôr aqui tabelas de preços: mudam com promoções, com o país e com a época do ano, e qualquer número que escrevêssemos hoje estaria errado daqui a três meses. O que não muda é o mecanismo — a mensalidade não acaba nunca, e no dia em que deixas de pagar o site desaparece. Não é teu: está alugado.

Quando um construtor chega — e quando não chega

Chega quando o site é um projeto que pode esperar, quando gostas mesmo de mexer naquilo, ou quando ainda estás a testar se a ideia tem pernas e não queres gastar nada.

Não chega quando o site é a montra do negócio, quando não tens tempo para aprender uma ferramenta nova, ou quando precisas que a página apareça no Google e carregue depressa no telemóvel. A diferença entre as duas situações não é técnica, é de prioridade: se o site é a primeira coisa que um cliente vê de ti, deixa de fazer sentido ser a última a que dás atenção.

A terceira opção que raramente te apresentam

Entre fazer sozinho e pagar 1.500€ a uma agência há uma hipótese que quase ninguém mostra: mandar fazer por um valor que não é de agência.

Aqui são 300€, pagamento único. O site fica feito, fica teu e não tem mensalidade obrigatória. Com a página de Google Maps criada e otimizada são 400€. Se quiseres ter as atualizações tratadas — um preço que muda, um horário novo, fotografias novas — há um suporte opcional de 12€/mês que podes dispensar quando quiseres.

E a ordem é ao contrário do costume: construímos primeiro, mostramos o site pronto e só depois decides. Se não gostares, não pagas nada e o site é retirado. O risco é todo nosso, o que é fácil de dizer e difícil de fazer — por isso é que quase ninguém faz.

Se ainda estás a somar números, vê o guia sobre quanto custa um site em Portugal ou o que escrevemos sobre se um site grátis vale a pena. Se já decidiste que preferes mandar fazer, o orçamento para criação de site tem tudo o que está incluído, ou pedes o teu na página principal.

Preços finais. IVA não aplicável — regime de isenção (art. 53.º do CIVA).

Perguntas frequentes sobre Webnode e Wix

O Webnode é bom?+

Para um cartão de visita online, é. É simples, está em português e põe uma página no ar depressa. Para um negócio que precisa de se destacar da concorrência fica curto: a personalização é limitada e os modelos notam-se. E, como em qualquer construtor, o site nunca chega a ser teu — vive dentro da plataforma enquanto pagares.

Webnode ou Wix: qual é mais fácil para quem nunca fez um site?+

O Webnode, sem grande discussão. É mais fechado e por isso dá menos hipóteses de te perderes. O Wix é mais poderoso mas exige mais tempo e mais critério visual — e é mais fácil acabar com uma página que fica bem no computador e torta no telemóvel. Se nunca fizeste um site e queres algo simples no ar este fim de semana, o Webnode dá menos luta.

Posso passar um site do Wix ou do Webnode para um site próprio?+

Podes, e é mais comum do que parece. O que não se transporta é o site em si: cada plataforma tem o seu formato fechado e não há exportação que resolva isso. O que se aproveita são os conteúdos — textos, fotografias, lista de serviços e preços — e esses são precisamente os que custaram a reunir. O domínio também vem contigo, se for teu. Na prática, o site é refeito de raiz com o material que já tens, o que é bem mais rápido do que começar do zero.

Quanto custa mandar fazer o site em vez de o fazer no Wix ou no Webnode?+

300€, pagamento único, entrega em 72h úteis. Com a página de Google Maps criada e otimizada, 400€. Não há mensalidade obrigatória — existe apenas um suporte opcional de 12€/mês para quem prefere não mexer em nada. E vês o site pronto antes de pagares: se não gostares, não pagas.

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